Artigos sobre irrigação da cana-de-açúcar

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Para usar a capacidade instalada das usinas de açúcar e álcool da região Norte do Estado de São Paulo, seus administradores recorrem ao arrendamento de terras distantes e, muitas vezes, de baixa fertilidade. O uso de técnicas que aumentam a produtividade da terra pode reduzir a necessidade desses arrendamentos, sendo a irrigação suplementar uma alternativa possível. Esse estudo, entretanto, avalia a economicidade da irrigação suplementar na cultura da cana-de-açúcar, Saccharum spp. (Poaceae), na região. A árvore de decisão, um instrumento da análise de decisão, foi utilizada na avaliação dos valores esperados, associados a diferentes alternativas disponíveis para a escolha do tomador de decisão. Os resultados mostram que a irrigação suplementar aumenta os valores esperados por hectare de área cultivada. Os retornos líquidos esperados foram maiores quando se consideraram os benefícios indiretos (redução dos custos com arrendamento, plantio, tratos culturais e transporte de cana).

A irrigação localizada tem interesse crescente no Brasil pelo fato da maior economia de água, entre outros fatores. O presente ensaio discute a viabilidade econômica da irrigação localizada de gotejo em cultura de cana-de-açúcar. Para tanto se faz uma análise inicial dos fluxos de caixa da cultura de cana-de-açúcar de sequeiro, sem irrigação, e compara-se com o fluxo de caixa da cultura com a presença de irrigação. Conclui-se para os casos analisados na cultura da cana-de-açúcar, que a irrigação é viável e apresenta um maior retorno ao capital investido, mesmo que os investimentos sejam mais altos. A Taxa Interna de Retorno para um período de 12 anos foi de 61,4% para a cana irrigada e de 26,9% para a cana de sequeiro, o custo de produção médio por tonelada foi respectivamente de US$ 7,86 e US$ 9,27.

Com posição de destaque no agronegócio brasileiro, a cana-de-açúcar vem se expandindo para novas áreas agrícolas, antes não tradicionais. Essa expansão vem ocorrendo principalmente nas regiões de cerrado, onde o período de déficit hídrico é mais acentuado. Para que o crescimento do setor sucroalcooleiro seja mantido em condições rentáveis, ele deve ser amparado não apenas na ampliação das áreas agrícolas, mas também no aumento de produtividade. O uso da irrigação, nessas áreas, constitui um alternativo potencial para a viabilidade econômica da cultura, devido ao ganho de produtividade proporcionado. Uma alternativa que vem se mostrando promissora é o uso da irrigação suplementar. Com a utilização desse sistema, é possível economizar na aplicação de água, pois pode suspender a irrigação até cinco meses antes da colheita. Além disso, obtêm-se ganhos diretos e indiretos com incremento de produtividade, longevidade e redução de custos de tratos culturais. Diversos autores concluíram que uma irrigação suplementar na fase inicial do desenvolvimento da cana de açúcar é crucial para o aumento da produtividade, principalmente na cana soca. Esses autores ressaltam também, a importância de mais pesquisas sobre a responsividade e função de produção de variedades de cana-de-açúcar à irrigação nas diversas localidades produtoras.

Na produção da cana-de-açúcar, a irrigação começa a ser empregada mais intensivamente em novas áreas de expansão onde há insuficiência ou má distribuição temporal de chuvas. No entanto, a realização de experimentos, visando fornecer informações de produtividade na tomada de decisão, são onerosos e demoram muito tempo, por esse motivo, os modelos fisiológicos de simulação tornam-se ferramentas importantes, já que através deles é possível estimar a produtividade de uma cultura, em diferentes condições climáticas, sob diferentes épocas de plantio e colheita e sob diferentes métodos de manejo adotado.

O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de vinhaça de alambique, com e sem complementação nitrogenada, em cana-de-açúcar irrigada e não irrigada. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, em esquema fatorial 4x2, com três repetições. Os tratamentos corresponderam à aplicação de quatro doses de vinhaça de alambique (0, 100, 150 e 200 m3 ha-1) e duas doses de adubação nitrogenada (0 e 60 kg ha-1 de N). As doses estimadas de 142 e 174 m3 ha-1 de vinhaça de alambique proporcionaram as maiores produtividades de colmos para a cana de terceiro corte com e sem irrigação, respectivamente. Na cana de quarto corte, tanto na área com irrigação quanto na sem irrigação houve aumento na produtividade de colmo com o aumento na dose de vinhaça. O conteúdo da fibra da cana foi reduzido com o aumento das doses de vinhaça. Há necessidade da aplicação de nitrogênio em áreas de aplicação de vinhaça com ou sem irrigação. O aumento na produtividade final de colmo com irrigação foi de 15% no terceiro corte e de 24% no quarto corte, sendo tecnicamente viável o uso da irrigação em cana soca.

São relatados os resultados obtidos em experiência de irrigação de cana-de-açúcar, por sulcos, realizada em área da Estação Experimental de Piracicaba, do Instituto Agronômico.A análise estatística dos dados de produção de cana revelou efeito significativo da irrigação. Êsse aumento no primeiro corte foi de 46 to-neladas por hectare. As produções médias de açúcar também acusaram aumento significativo de 6,1 t/ha. Os efeitos de tratamentos, variedades e a interação variedade x irrigação não foram estatisticamente significativos.

A cana-de-açúcar (Saccharum spp.) é uma cultura de grande importância social, econômica e ambiental para o Brasil, ocupa 7,1 milhões de hectares, com produção de aproximadamente 570 milhões de toneladas. A disponibilidade hídrica é a principal causa da redução da produtividade, sendo o início do desenvolvimento o período mais sensível a déficit hídrico. São necessárias mais pesquisas para entender claramente os mecanismos de resposta da cultura ao déficit hídrico.

O setor sucroalcooleiro encontra-se em plena expansão no país, incluindo áreas consideradas marginais, principalmente no que diz respeito à disponibilidade hídrica. O estabelecimento da cultura no campo é fundamental para o sucesso da atividade agrícola, uma vez que define parte do potencial de produção, sendo que o déficit hídrico nessa fase pode afetar significativamente o stand de plantas. Dessa forma, o presente trabalho teve por objetivo quantificar os níveis de déficit hídrico que comprometem o desenvolvimento inicial da cana-de-açúcar, para diferentes profundidades de solo (níveis de disponibilidade hídrica).

Atualmente, a maioria das áreas cultivadas com cana-de-açúcar não é irrigada. Mas, com a expansão da cultura e a introdução de novas cultivares mais produtivas e melhores práticas culturais, a irrigação passa a ser uma ferramenta essencial, sendo esta de forma racional, para minimizar os impactos. A região de Ituiutaba-MG é farta em recursos hídricos, sendo um impulso para a implantação de lavouras irrigada, no entanto, deve-se tomar cuidados no que se diz respeito à necessidade hídrica das diversas lavouras, assim, torna-se necessário estudos, como o realizado com a cana-de-açúcar, pois, toda e qualquer ação do homem gera impactos ao meio ambiente sendo que os mesmos devem ser reduzidos ao máximo, tornando importante a realização do manejo da irrigação da forma mais adequada possível. Antes de implantar uma lavoura é preciso quantificar a demanda hídrica, pois, o insumo água encontra-se escasso em diversas regiões do mundo, com isso é necessário conciliar produção agríco-la e preservação do meio ambiente.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a produtividade de colmos e de açúcar, a eficiência de uso  da água e os atributos tecnológicos de cinco variedades de cana-de-açúcar de maturação precoce e seis de maturação média à tardia, submetidas ao regime de sequeiro (1.141,4 mm) e à irrigação plena (1.396,6 mm). Utilizou-se o delineamento experimental de blocos ao acaso, com quatro repetições. A produtividade de colmos das variedades RB92579, RB72454 e SP81-3250 apresentou ganhos superiores a 180%, com uso da irrigação. A irrigação promoveu aumentos na produtividade de açúcar superiores a 200%, nas variedades RB92579 e RB943365. A irrigação plena proporcionou maior eficiência de uso da água, com produção média  de 70,2 kg ha-1 mm-1 de colmos a mais em comparação ao regime de sequeiro. Com exceção das variedades RB72454, RB763710 e RB943365, não houve diferença nos atributos tecnológicos entre a irrigação plena e o regime de sequeiro. As variedades RB92579 e SP81-3250 de maturação média à tardia se destacam quanto à produtividade de colmos e de açúcar e à eficiência de uso da água, e são recomendadas para estudos de resposta  à irrigação pela cana-de-açúcar.

O objetivo neste trabalho foi estudar o efeito da tecnologia de irrigação por gotejamento, em cultivaresde cana-de-açúcar, em dois ciclos de produção (cana-planta e cana-soca). O delineamento experimentalutilizado foi o de blocos ao acaso, com quatro repetições, constituídos pela combinação de três cultivaresde cana-de-açúcar: RB867515; RB855536 e SP80-3280, e dois manejos da cultura: sistema de irrigaçãopor gotejamento subterrâneo e sistema de sequeiro, totalizando seis tratamentos.

O Trabalho baseou-se em seis experimentos que continham seis variedades comuns, instalados na região noroeste do estado de São Paulo. Em cada local, efetuou-se levantamento pedológico, seguido de amostragem para caracterização química, física e fisico-hídrica em amostras deformadas e inferfomadas, coletadas até a profundidade de aproximadamente 150cm, por horizontes.

O objetivo deste estudo foi quantificar a produtividade de biomassa e energia (parte aérea), bem como a produtividade da água (PA) em 24 variedade de cana-de-açúcar, submetidas à irrigação plena e ao défict hídrico, durante o estágio de crescimento dos colmos.

file icon O USO DA IRRIGAÇÃO NO BRASILpopular!Tooltip 07/11/2011 Acessos: 3499

Essencial à vida, a água é um elemento necessário a diversas atividades humanas, além de constituir componente fundamental da paisagem e meio ambiente. Recurso de valor inestimável, apresenta utilidades múltiplas, como geração de energia elétrica, abastecimento doméstico e industrial, irrigação, navegação, recreação, turismo, aqüicultura, piscicultura, pesca e, ainda, assimilação e condução de esgoto.

Estudos recentes mostram que as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera vêm aumentando desde a Revolução Industrial. A esse acréscimo de gases, originado principalmente por atividades antrópicas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento, atribui-se a responsabilidade principal pelo aquecimento global.

A cana-de-açúcar compõe um setor da agricultura, que tem apresentado uma rápida e grande expansão no Estado de Minas Gerais, principalmente na região do Triângulo Mineiro, movimentando grande montante de capital, tecnologia, pessoas e informação.

Um modelo de análise de decisãoi para o Estado de Alagoas

Um dos grandes entraves à expansão do setor sucroenergético para a região do Brasil Central diz respeito às restrições climáticas. Mais especificamente, as altas temperaturas durante grande parte do ano e a elevada radiação solar, associadas à má distribuição das chuvas, provocam efeitos de secas prolongadas que tornam em geral este ambiente bastante restritivo à produção de cana de açúcar, principalmente para as condições de plantio de inverno e para o canavial colhido no final de safra.

Interação entre os estresses de nitrogênio e disponibilidade hídrica no fracionamento isotópico de 13C e na produtividade em soqueira de cana-de-açúcar

O experimento foi montado na Fazenda Capim II, situada na Cidade de Capim, PB, com o objetivo de se avaliar os índices de crescimento da parte aérea e do sistema radicular da variedade SP 79 1011 de cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.), em regime irrigado e de sequeiro. O delineamento estatístico foi o de blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 6, com três repetições, sendo realizadas seis amostragens de plantas e analisados os componentes da parte aérea e do sistema radicular. A taxa máxima de acúmulo de fitomassa foi de 0,7169 g dia-1 para a cana irrigada e de 0,6974 g dia-1 para a cana em regime de sequeiro. O máximo Índice de Área Foliar (IAF) foi 6,82, observado em torno dos 152 DAP em condições de irrigação; para a condição de sequeiro o IAF máximo foi de 6,80 aos 157 dias após o plantio. No final do período de cultivo, mais de 90 e de 80% da fitomassa de raízes se concentraram nos primeiros 60 cm de profundidade, nas áreas irrigadas e de sequeiro, respectivamente. 76% da fitomassa da raiz foram encontrados nos primeiros 45 cm de profundidade. O sistema de irrigação pode ser dimensionado tomando-se por base a profundidade de 60 cm.

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