Artigos sobre irrigação da cana-de-açúcar

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file icon Cana irrigada producaopopular!Tooltip 31/10/2011 Acessos: 2718

Na agricultura irrigada, o fator “água” deve ser otimizado possibilitando, sem maiores riscos, aumentar a utilização dos demais fatores de produção e, por conseqüência, obter maiores produtividades com uma melhor combinação dos insumos empregados. Para tanto, as determinações dos efeitos da lâmina total aplicada (precipitação + irrigação) na produtividade da cana- de- açúcar, explicitados em tabelas, funções de produção ou superfícies de resposta são fundamentais para auxiliar nas decisões, haja visto que estas tabelas ou funções possibilitam determinar as interações entre os diversos fatores que afetam a produtividade, e escolher as soluções mais condizentes com a realidade regional, permitindo assim o manejo racional da irrigação em bases técnicas e econômicas.

Para usar a capacidade instalada das usinas de açúcar e álcool da região Norte do Estado de São Paulo, seus administradores recorrem ao arrendamento de terras distantes e, muitas vezes, de baixa fertilidade. O uso de técnicas que aumentam a produtividade da terra pode reduzir a necessidade desses arrendamentos, sendo a irrigação suplementar uma alternativa possível. Esse estudo, entretanto, avalia a economicidade da irrigação suplementar na cultura da cana-de-açúcar, Saccharum spp. (Poaceae), na região. A árvore de decisão, um instrumento da análise de decisão, foi utilizada na avaliação dos valores esperados, associados a diferentes alternativas disponíveis para a escolha do tomador de decisão. Os resultados mostram que a irrigação suplementar aumenta os valores esperados por hectare de área cultivada. Os retornos líquidos esperados foram maiores quando se consideraram os benefícios indiretos (redução dos custos com arrendamento, plantio, tratos culturais e transporte de cana).

A precipitação pluvial, nas regiões brasileiras que produzem cana-de-açúcar, é muito variável e má distribuída, sendo esse o principal fator limitante da produtividade e consequentemente dos rendimentos agroindustriais dessa cultura. Para o crescimento e desenvolvimento potencial da cana ser atingido, a mesma necessita de1500 mm a 2500 mm anuais (Doorembos & Kassan, 1979).O País que possui a maior produção de cana-de-açúcar no mundo é o Brasil que na safra 2008/2009 produziu 569 milhões de toneladas de cana. Essa produção gerou 31 milhões de toneladas de açúcar e 27 milhões de litros de etanol (UNICA 2010). A agroindústria da cana brasileira gera 4,5 milhões de empregos diretos e indiretos que movimenta recursos da ordem de 51 bilhões de reais por ano, correspondente a 1,76% do PIB nacional (Jornal cana, 2010).

O objetivo deste artigo é identificar os custos de irrigação da cana-de-açúcar, usando como referência básica e fonte de pesquisa uma empresa situada no Sub-Médio Vale do São Francisco. A empresa apresenta diversos processos de distribuição d'água pela sua lavoura, como irrigação por Superfície, Aspersão e Gotejamento subterrâneo. Para a realização deste trabalho foram elaborados questionários com intuito de obter o máximo de informações possíveis, capazes de atender às necessidades da realidade do custeio por diversos métodos de irrigação, possibilitando atestar a veracidade dos dados colhidos, toda a relação dos procedimentos utilizados na irrigação da lavoura da cana-de-açúcar da empresa. Dentre os métodos de irrigação apresentados, o que tem o maior custo por hectare é o Pivot Linear, visto que este equipamento é movido a óleo diesel, o que agrega custos acima dos métodos restantes, que é de R$ 1.906,16 por hectare, o menor custo foi o método de irrigação de superfície por sulco de infiltração, onde apresentou R$ 918,35 por hectare, porém este sistema de baixo investimento inicial possui a menor eficiência de aplicação de água, onde se aplica lâminas muito grandes causando grandes perdas e maior degradação dos solos. A melhor alternativa entre os sistemas é o Gotejamento, levando em consideração as variáveis de produção e custo por hectare, onde apresenta um custo de R$ 998,88/ha e uma produção de 101,52 Ton./ha. Apesar de que esse sistema requer um alto investimento inicial, porém tem-se uma eficiência no aproveitamento de aplicação de água na cultura.

Este trabalho teve como o objetivo, verificar o efeito da frequência da irrigação subsuperficial por gotejamento no desenvolvimento inicial da cana-de-açúcar.

Para a obtenção da função de produção água-cana-de-açúcar, no período de agosto de 1995 a outubro de 1996, um experimento foi realizado utilizando-se as variedades RB72454, RB765418 e SP701011. Um sistema com aplicação de água pontual foi utilizado, o qual consistiu de um aspersor tipo canhão instalado no centro de uma área plantada com cana-de-açúcar em filas concêntricas ao aspersor. Verificou-se uma boa correlação entre a lâmina total de água (precipitação efetiva e irrigação) e as produtividades em colmos e em açúcar ajustados a um modelo de segunda ordem. Para as variedades RB72454, RB765418 e SP701011, as máximas produtividades em colmos foram 155,8; 126,9 e 141,9 t ha-1, com as lâminas totais de água 1.568, 1.424.

O experimento foi montado na Fazenda Capim II, situada na Cidade de Capim, PB, com o objetivo de se avaliar os índices de crescimento da parte aérea e do sistema radicular da variedade SP 79 1011 de cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.), em regime irrigado e de sequeiro. O delineamento estatístico foi o de blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 6, com três repetições, sendo realizadas seis amostragens de plantas e analisados os componentes da parte aérea e do sistema radicular. A taxa máxima de acúmulo de fitomassa foi de 0,7169 g dia-1 para a cana irrigada e de 0,6974 g dia-1 para a cana em regime de sequeiro. O máximo Índice de Área Foliar (IAF) foi 6,82, observado em torno dos 152 DAP em condições de irrigação; para a condição de sequeiro o IAF máximo foi de 6,80 aos 157 dias após o plantio. No final do período de cultivo, mais de 90 e de 80% da fitomassa de raízes se concentraram nos primeiros 60 cm de profundidade, nas áreas irrigadas e de sequeiro, respectivamente. 76% da fitomassa da raiz foram encontrados nos primeiros 45 cm de profundidade. O sistema de irrigação pode ser dimensionado tomando-se por base a profundidade de 60 cm.

Atualmente, a maioria das áreas cultivadas com cana-de-açúcar não é irrigada. Mas, com a expansão da cultura e a introdução de novas cultivares mais produtivas e melhores práticas culturais, a irrigação passa a ser uma ferramenta essencial, sendo esta de forma racional, para minimizar os impactos. A região de Ituiutaba-MG é farta em recursos hídricos, sendo um impulso para a implantação de lavouras irrigada, no entanto, deve-se tomar cuidados no que se diz respeito à necessidade hídrica das diversas lavouras, assim, torna-se necessário estudos, como o realizado com a cana-de-açúcar, pois, toda e qualquer ação do homem gera impactos ao meio ambiente sendo que os mesmos devem ser reduzidos ao máximo, tornando importante a realização do manejo da irrigação da forma mais adequada possível. Antes de implantar uma lavoura é preciso quantificar a demanda hídrica, pois, o insumo água encontra-se escasso em diversas regiões do mundo, com isso é necessário conciliar produção agríco-la e preservação do meio ambiente.

São relatados os resultados obtidos em experiência de irrigação de cana-de-açúcar, por sulcos, realizada em área da Estação Experimental de Piracicaba, do Instituto Agronômico.A análise estatística dos dados de produção de cana revelou efeito significativo da irrigação. Êsse aumento no primeiro corte foi de 46 to-neladas por hectare. As produções médias de açúcar também acusaram aumento significativo de 6,1 t/ha. Os efeitos de tratamentos, variedades e a interação variedade x irrigação não foram estatisticamente significativos.

Um modelo de análise de decisãoi para o Estado de Alagoas

O objetivo deste trabalho foi avaliar a produtividade de colmos e de açúcar, a eficiência de uso  da água e os atributos tecnológicos de cinco variedades de cana-de-açúcar de maturação precoce e seis de maturação média à tardia, submetidas ao regime de sequeiro (1.141,4 mm) e à irrigação plena (1.396,6 mm). Utilizou-se o delineamento experimental de blocos ao acaso, com quatro repetições. A produtividade de colmos das variedades RB92579, RB72454 e SP81-3250 apresentou ganhos superiores a 180%, com uso da irrigação. A irrigação promoveu aumentos na produtividade de açúcar superiores a 200%, nas variedades RB92579 e RB943365. A irrigação plena proporcionou maior eficiência de uso da água, com produção média  de 70,2 kg ha-1 mm-1 de colmos a mais em comparação ao regime de sequeiro. Com exceção das variedades RB72454, RB763710 e RB943365, não houve diferença nos atributos tecnológicos entre a irrigação plena e o regime de sequeiro. As variedades RB92579 e SP81-3250 de maturação média à tardia se destacam quanto à produtividade de colmos e de açúcar e à eficiência de uso da água, e são recomendadas para estudos de resposta  à irrigação pela cana-de-açúcar.

Conhecer a disponibilidade da água no solo para um futuro planejamento é a base para executar o seu uso racional. Assim, este trabalho teve como objetivo elaborar o balanço hídrico mensal para a região de Marinópolis, noroeste do Estado de São Paulo. O balanço hídrico foi determinado a partir do método de Thorthwaite e Mather (1955) com dados disponibilizados pela Estação Agrometeorológica Automática operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira. A precipitação média anual é de 1.111 mm e evapotranspiração potencial de 1.421 mm ao ano. Considerando uma Capacidade de Água Disponível (CAD) de 40 mm o balanço hídrico resultou em oito meses de deficiência hídrica no solo (abril a novembro) com total acumulado de 490 mm e o excedente ocorreu nos meses de dezembro a março com 179 mm, concluindo-se que haveria risco elevado com o cultivo sem o uso de sistemas de irrigação que devem ser projetados para atender uma demanda entre 3,9 e 4,6 mm.dia

São relatados resultados de três anos de estudos em ensaio de campo para verificar o uso consuntivo de água pela cana-de-açúcar em solo do tipo roxa-legítima.

Para usar a capacidade instalada das usinas de açúcar e álcool da região Norte do Estado de São Paulo, seus administradores recorrem ao arrendamento de terras distantes e, muitas vezes, de baixa fertilidade. O uso de técnicas que aumentam a produtividade da terra pode reduzir a necessidade desses arrendamentos, sendo a irrigação suplementar uma alternativa possível. Esse estudo, entretanto, avalia a economicidade da irrigação suplementar na cultura da cana-de-açúcar, Saccharum spp. (Poaceae), na região. A árvore de decisão, um instrumento da análise de decisão, foi utilizada na avaliação dos valores esperados, associados a diferentes alternativas disponíveis para a escolha do tomador de decisão. Os resultados mostram que a irrigação suplementar aumenta os valores esperados por hectare de área cultivada. Os retornos líquidos esperados foram maiores quando se consideraram os benefícios indiretos (redução dos custos com arrendamento, plantio, tratos culturais e transporte de cana).

file icon O USO DA IRRIGAÇÃO NO BRASILpopular!Tooltip 07/11/2011 Acessos: 3499

Essencial à vida, a água é um elemento necessário a diversas atividades humanas, além de constituir componente fundamental da paisagem e meio ambiente. Recurso de valor inestimável, apresenta utilidades múltiplas, como geração de energia elétrica, abastecimento doméstico e industrial, irrigação, navegação, recreação, turismo, aqüicultura, piscicultura, pesca e, ainda, assimilação e condução de esgoto.

A irrigação localizada tem interesse crescente no Brasil pelo fato da maior economia de água, entre outros fatores. O presente ensaio discute a viabilidade econômica da irrigação localizada de gotejo em cultura de cana-de-açúcar. Para tanto se faz uma análise inicial dos fluxos de caixa da cultura de cana-de-açúcar de sequeiro, sem irrigação, e compara-se com o fluxo de caixa da cultura com a presença de irrigação. Conclui-se para os casos analisados na cultura da cana-de-açúcar, que a irrigação é viável e apresenta um maior retorno ao capital investido, mesmo que os investimentos sejam mais altos. A Taxa Interna de Retorno para um período de 12 anos foi de 61,4% para a cana irrigada e de 26,9% para a cana de sequeiro, o custo de produção médio por tonelada foi respectivamente de US$ 7,86 e US$ 9,27.

Com posição de destaque no agronegócio brasileiro, a cana-de-açúcar vem se expandindo para novas áreas agrícolas, antes não tradicionais. Essa expansão vem ocorrendo principalmente nas regiões de cerrado, onde o período de déficit hídrico é mais acentuado. Para que o crescimento do setor sucroalcooleiro seja mantido em condições rentáveis, ele deve ser amparado não apenas na ampliação das áreas agrícolas, mas também no aumento de produtividade. O uso da irrigação, nessas áreas, constitui um alternativo potencial para a viabilidade econômica da cultura, devido ao ganho de produtividade proporcionado. Uma alternativa que vem se mostrando promissora é o uso da irrigação suplementar. Com a utilização desse sistema, é possível economizar na aplicação de água, pois pode suspender a irrigação até cinco meses antes da colheita. Além disso, obtêm-se ganhos diretos e indiretos com incremento de produtividade, longevidade e redução de custos de tratos culturais. Diversos autores concluíram que uma irrigação suplementar na fase inicial do desenvolvimento da cana de açúcar é crucial para o aumento da produtividade, principalmente na cana soca. Esses autores ressaltam também, a importância de mais pesquisas sobre a responsividade e função de produção de variedades de cana-de-açúcar à irrigação nas diversas localidades produtoras.

O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de vinhaça de alambique, com e sem complementação nitrogenada, em cana-de-açúcar irrigada e não irrigada. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, em esquema fatorial 4x2, com três repetições. Os tratamentos corresponderam à aplicação de quatro doses de vinhaça de alambique (0, 100, 150 e 200 m3 ha-1) e duas doses de adubação nitrogenada (0 e 60 kg ha-1 de N). As doses estimadas de 142 e 174 m3 ha-1 de vinhaça de alambique proporcionaram as maiores produtividades de colmos para a cana de terceiro corte com e sem irrigação, respectivamente. Na cana de quarto corte, tanto na área com irrigação quanto na sem irrigação houve aumento na produtividade de colmo com o aumento na dose de vinhaça. O conteúdo da fibra da cana foi reduzido com o aumento das doses de vinhaça. Há necessidade da aplicação de nitrogênio em áreas de aplicação de vinhaça com ou sem irrigação. O aumento na produtividade final de colmo com irrigação foi de 15% no terceiro corte e de 24% no quarto corte, sendo tecnicamente viável o uso da irrigação em cana soca.

Suspending irrigation at a predetermined time before harvesting was compared with a gradual dryling off through reduced irrigation, with the aim of prpoducing guidelines for drying off shallow soils.

A cana-de-açúcar compõe um setor da agricultura, que tem apresentado uma rápida e grande expansão no Estado de Minas Gerais, principalmente na região do Triângulo Mineiro, movimentando grande montante de capital, tecnologia, pessoas e informação.

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